Maria Joffily, fundadora
Nossa história
Tudo começou numa cozinha de apartamento, na Torre, com uma mãe, um filho pequeno e a coragem de recomeçar.
Os anos difíceis
Aos 27 anos, dona Maria viu sua vida virar de cabeça pra baixo. Recém-separada, com um filho de 3 anos no colo e contas pra pagar, ela tinha uma única certeza: sabia cozinhar como poucas pessoas. Pra sustentar o filho, assumiu a sociedade e o comando de dois restaurantes ao mesmo tempo: O Berrante, nas Graças, e Picanha Olho da Rua, em Olinda.
A rotina era impiedosa. Casa, escola, restaurantes, e nos intervalos um isopor com quentinhas no banco do carro: ela passava de loja em loja no Hiper de Casa Forte oferecendo sua comida enquanto buscava o filho no colégio. Mãe e filho voltavam pra casa no fim da tarde, exaustos, e eram sempre os últimos a comer.
O corpo cobrou a conta antes que ela percebesse. Maria emagreceu, adoeceu, e entendeu que se continuasse naquele ritmo não veria o filho crescer.
A virada
Foi quando a ideia veio, simples como costumam ser as melhores. E se, em vez de levar a comida pra fora, ela trouxesse o trabalho pra dentro de casa? Nascia ali a Comadre Maria, um negócio de comida caseira entregue em domicílio, novidade pra Recife dos anos 90.
A Fiorino das primeiras entregas
A cozinha do apartamento na Rua Visconde de Itaparica, na Torre, era ao mesmo tempo cozinha, embalagem e ponto de partida das entregas. Maria cozinhava, embalava e saía pilotando uma Fiorino furgão branca pra entregar de porta em porta. Os primeiros clientes foram amigos e familiares, que provaram o tempero e começaram a indicar pra outras pessoas. A demanda cresceu rápido.
Sr Tarcísio, pai, alicerce e nosso maior mentor
Em pouco tempo, a Comadre Maria se mudou pra uma casa na Madalena, onde está até hoje, e Maria contratou uma ajudante e dois entregadores. Seu pai, Sr Tarcísio, foi um dos pilares dessa fase, presente em tudo. Sua partida, anos depois, deixou um vazio que só o tempo acomodou.
Diario de Pernambuco, janeiro de 2003
Em janeiro de 2003, o Diario de Pernambuco já noticiava o negócio que fornecia cerca de 120 refeições diárias. A comida da Comadre tinha virado endereço certo de muita gente em Recife.
A nova geração
Aquele filho que cresceu junto do negócio entrou pra valer. Cursou Administração, trouxe consigo o que faltava: processos, organização e tecnologia e a Comadre Maria começou a operar com a estrutura de uma empresa, sem perder o coração de uma cozinha de casa.
Inspirada pelo filho, dona Maria também voltou aos estudos. Cursou Administração na FCAP e Gastronomia no Senac. O que começou como saída pra sobreviver virou ofício, virou marca, virou referência.
Família e propósito: a história que continua
Hoje, a Comadre Maria segue firme na Madalena, com uma equipe que veste a camisa e processos que dariam orgulho aos melhores restaurantes. Mas o que entregamos todos os dias nas casas e escritórios dos nossos clientes continua sendo o mesmo de quando tudo começou: comida caseira de verdade, feita com cuidado, com tempo e com afeto.
O maior orgulho dessa história? Clientes que almoçam essa mesma comida há mais de 15 anos. Gente que cresceu junto com a gente.
É essa a promessa que assumimos com você: sabor de casa, onde você estiver.